domingo, 18 de setembro de 2016

O Lago Negro - Resenha

O que dizer de uma cidade onde seus moradores odeiam todos os que ali passam para visitar? O que dizer de uma cidade que vive envolta na névoa? O que dizer de uma cidade que tem as ruas desertas?

Pois é, nada parece promissor em uma cidade assim. Porem, Verônica vê em Lagoana sua oportunidade de mudar de vida. Ela passou em primeiro lugar na faculdade e vai para la com o namorado Enzo em busca de uma vida nova e do desenrolar do livro em que sonha escrever.

O desejo de escrever um livro vem de seu pai que faleceu eque falou para ela que, se ele não pudesse estar do lado dela um dia, Carlos Velásquez a ajudaria assim como ajudou ao pai. Carlos era professor de jornalismo na universidade de Lagoana e ele fora o verdadeiro motivo para Verônica ter escolhido estudar ali. Contudo, mesmo tenho sonhado e imaginado milhões de maneiras para chegar e conversar com o professor, a falta de coragem não a deixava progredir fazendo com que procrastinasse a conversa.

No começo da longa e tenebrosa jornada que Verônica irá enfrentar, uma cobra aparece. Quer dizer, uma personagem que irá desafiar e levar a garota durante uma parte do caminho até o limite entre a sanidade e a loucura. Essa personagem, que representa esse primeiro desafio, se chama Angelina e diferente da personagem principal, usa salto alto o dia todo (sinceramente não sei como da conta). Ela mora no apartamento acima do casal e, sendo bem básica e sincera, deixa Verônica usar sua impressora em troca do namorado. Não gente! Calma! Verônica não troca o namorado pela impressora. A Angelina o seduz e ele como um bom macho que não sabe o que fazer com sua namorada problemática e seu relacionamento problemático cai na dela e ai você já sabe/pode imaginar o que vai acontecer.

Outro acontecimento que vai empurrar Verônica ao limite é o emprego que ela arranja como babá na casa dos Caprini, uma família rica, dona de uma empresa que fornece água mineral em todo o estado de São Paulo, estranha e que vive nos limites da cidade. Por que os Caprini são estranhos e por que a situação toda leva Verônica a um lugar perigoso em sua mente? Bom, só para começar o bebê da casa não chora, tipo: nunca. O que achei fantástico! Pelo menos não faz manha... uahsuahsuahs... Além disso, nos fundos da casa tem um lago. Um lago negro. O mesmo lago que a tempos permeia os sonhos de Verônica. E tem mais uma coisa que faz a situação toda ficar mais estranha ainda. No decorrer do relacionamento que a jovem constrói com essa família bizarra, ela - e nós leitores - vamos percebendo que existem similaridades absurdas entre eles e os personagens do livro em que Verônica está trabalhando.

Já falei de alguns personagens, todos importantes para a história. Contudo, tem um que ainda não citei nessa resenha e nem posso deixar de citar pois além de ser MUITO importante para a história ele é um fofo! (Como não amar um belo rapaz com sotaque britânico? *---*). Liam é filho do professor Carlos Velásquez e, assim como o pai, tem uma função muito importante na história.

Vocês devem estar se perguntando porque Liam e Carlos são importantes. Afinal, eu não expliquei essa parte.

A verdade é que não vou explicar para não estragar o suspense que a maradivosa da Juliana Daglio criou de forma tão sábia! A narração me prendeu do início ao fim e eu só soltava do livro porque tenho que pagar minhas contas. Rsrsrsrs.... O mistério e o suspense são criados de maneira espetacular e os fatos bem amarrados, não deixando brecha para falhas. Contudo, devo dizer que a autora é má pois quase infartei quando vi que estava chegando no fim do livro e que minhas perguntas não paravam de surgir. Isso significa que O Lago Negro tem uma continuação e se chama Submersão (o qual não tenho ainda - chorando eternamente) e que foi lançado este ano na bienal de São Paulo.

Então fica a dica: Se você puder, compre os dois de uma vez! Te garanto que você não vai parar até chegar ao final!

Se interessou pela história? Adquira seu exemplar no site da editora Arwen!

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