sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ode de Sangue (Série Memórias Vampirescas) - Resenha

A história narrada por Nana Garces é uma fantasia que me lembrou um pouco o livro Entrevista com o Vampiro da divosa Anne Rice (se você ainda não leu, leia!). Não que a história seja parecida (até porque não é!), mas a maneira como a história é narrada, é bem similar. Ambos os livros nos trazem memórias, narrativas passadas, que são contadas à um segundo personagem.

Madalena é uma vampira que se difere de todos os outros por viver em um monastério. Desde sua transformação, ou melhor, desde antes dela, a vampira tem em mente de que foi abandonada por Deus. Desta forma, ela busca redenção em seus afazeres como freira e agindo como uma justiceira quando sai para caçar, caçando apenas seres humanos que fazem coisas para prejudicar os outros como ladrões e, acima de tudo, estupradores.

Filha mais nova de uma família simples, Madalena cresceu sendo alfabetizada pela mãe que pouco sabia, mas fazia questão de empurrar os filhos em direção ao conhecimento. Fascinada pelo conhecimento e pela chance de aprender cada vez mais Madalena se esgueirou para dentro da biblioteca recém-inaugurada. Lá ela conhece Giovanni, um jovem rico que assim como ela é sedento pelo conhecimento.

Os dois acabam se tornando bons amigos. Madalena ia sempre a casa do rapaz, que lhe ensinava outras línguas e a tocar instrumentos deixando-a cada dia mais encantada. Vendo que dali poderia sair uma grande oportunidade para a filha, o pai permitiu que Madalena passasse seus dias na companhia de Giovanni. Contudo, isso não durou muito.

Após a morte da mãe, que sempre foi muito religiosa e que sempre pedia a filha para ler um trecho da bíblia para ela, Madalena descobriu que sua verdadeira vocação era servir a Deus e foi viver no mosteiro onde sua mãe ajudava como noviça (não gente, ela não era rebelde – piada podre, mas é a vida).

No convento, longe de sua família e de Giovanni, Madalena vive uma vida difícil, mas que não deixa de amar. Contudo, toda a paixão e o amor que tem em Madalena morrem quando seus superiores abusam de seu poder.

Abandonada para morrer em uma vala, a jovem vê sua vida passar diante de seus olhos. Mas ainda não era a hora dela. Madalena é resgatada e transformada em um ser que vai contra sua fé.

A partir dai Madalena passa por um período de adaptação e desafios que a levam a viver novamente em um mosteiro. Lá, ela busca o perdão para sua alma que há tanto havia sido perdida sem jamais deixar de agir como uma justiceira. Ninguém nunca soube o que ela era e, ao contrario do que seu criador havia lhe dito nenhum dos símbolos sagrados a incomodam. Mas esse comodismo só dura até a chegada daquele que irá decidir o destino de sua alma.

Ode de Sangue é um livro que te prende e que te deixa chocado e revoltado. Por falar de religião, haverá aqueles que irão concordar e aqueles que irão discordar. Contudo, não vou fazer nenhum bafafá sobre isso porque não convém. Então vou apenas falar a verdade: a autora soube trabalhar com maestria todos os fatos. É evidente que houve muita pesquisa devido ao fato de que Madalena tem 400 anos de idade e ao fato de como as coisas realmente funcionaram e aos erros que homens, independente de ser ou não da igreja, cometem. O sofrimento e o dilema da personagem é bem trabalhado e em alguns momentos nos deixa apreensivos em relação ao que vai acontecer.

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