sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Círculos de Chuva (Trilogia Dragões de Éter) - Resenha

Não sei se vocês se lembram, mas o segundo livro da trilogia Dragões de Éter foi tenso! (Caso não se recorde, clique aqui e confira a resenha). E não é porque Círculos de Chuva é o terceiro e ultimo livro que o autor vai dar uma folga pro seu coração. MUITA coisa vai acontecer. MUITA coisa envolvendo magia, política e rivalidade. A competência (ou a falta dela), o machismo, a intolerância e o preconceito serão muito bem tratados neste livro.

Bom... Vamos as tretas da vez?

A treta meio que já estava armada e a situação tensa desde que Anísio Branford foi coroado rei e fez seus três desejos conforme mandava a tradição. E a coisa piora? Claro que piora! Piora quando uma criança (suspeito de ser a reencarnação de Merlin Ambrosius) deixa seu pais, Gulliver, e sobe até o reino gigante de Brobdingnag em busca de sua mãe - um ser humano desprezível que só pensa em poder e em status. Gulliver havia mudado de nome para não ser reconhecido pelos homens do rei que passaram muito tempo a sua procura, por isso, quando foi ao encontro de rei Anísio avisar sobre o rapto do menino e a quebra de um pacto a muito estabelecido, sua aparência quase fez com que capitã Bradamante  duvidasse dele. Mas vamos ao que importa: tudo deu certo e a primeira guerra mundial de Nova Éter teve início.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre a guerra por dois motivos: o pré-guerra me cansou e me deixou um tanto entediada e porque durante a guerra tive muitas surpresas legais. A narração de guerra feita pelo Raphael Draccon me deixou feliz e sorridente (não com as mortes, claro) e apreensiva. Tive um misto de sentimentos, sentimentos que quero que vocês tenham ao ler o livro.

A guerra não é a única treta que acontece nesse livro. Até porque se o autor deixasse nossos queridos João Ariane e Maria de fora, eu mesma ia escrever uma carta de indignação para ele! Esclarecida minha revolta imaginária numa situação impossível de acontecer, vamos ao restante das tretas:

Maria é cortejada por outros dois nobres e passa por um momento de tensão quando a cidade é invadida (SIM, mais uma vez...) novamente. Vou falar  algo mais? Não, pois não quero dar spoilers.

João inicia o treinamento para se tornar cavaleiro. Muitas coisas (coisas que colocam sua vida no gume de uma faca) acontecem. Vou falar mais? Não! Vocês já sabem porque! Só digo uma coisa: Vocês ficarão apreensivos e passarão muita raiva. Mas tudo tem um motivo. É  só prestar atenção que você descobre antes de chegar ao final e a grande revelação. Além disso, João se vê em uma guerra onde seu espirito de liderança o leva a lutar ao lado da então coroada Rainha Branca Coração de Neve.

Já Ariane Narin, a encrenqueira, vai arranjar confusão com ninguém mais ninguém menos do que a Rainha Branca Coração de Neve! Sim... A menina conseguiu essa proeza. Resultado final: prisão.

Axel Branford, irmão mais novo do rei Anísio e primeiro príncipe de Arzalum, vai ao encontro de sua prometida no chamado... É bem massa gente! Nunca! Isso mesmo... Terra do Nunca. Uma terra cheia de magia, beleza e um rei deprimido.

Raphael Draccon finalizou a trilogia com chave de ouro. Mesmo cansada, atordoada e dispersa com tantas informações o livro foi fantástico e retratou muito bem a representatividade feminina na sociedade da época (fiquem de olho em Bradamante, a mulher arrasa!). Alem disso soube mostrar o quanto é importante lutar por aquilo que queremos seja um status ou o coração da pessoa amada, e o quanto é importante o trabalho em equipe.

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