quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A Garota do Calendário: Outubro - Resenha

Outubro foi o volume que, para mim, mais sofreu com a má construção da temporalidade. Me senti perdida no tempo e totalmente deslocada enquanto Weston tentava se recuperar do ocorrido usando o corpo de Mia.

E ai, citando como a autora trabalhou o trauma sofrido pelo cineasta, chegamos a mais um ponto que para mim foi algo inadmissível e sem sentido algum.

Weston volta para casa após um período de terror com um grande trauma a ser superado (não vou entrar no mérito do problema para não dar spoilers para quem ainda não leu os volumes anteriores) e não procura um psicólogo.

O mais incrível de tudo é que NINGUÉM tem a capacidade de levar o homem em um.

Mia se acha a salvadora do mundo e junto com uma pessoa que esta doente mentalmente (devido ao trauma) e com a alma ferida de um jeito terrível, acha que tudo se cura com sexo.

Sinceramente eu achei isso uma loucura absurda, visto que esse não é o jeito correto de se trabalhar um trauma (eu sou leiga em psicologia, mas é o que acho). Além disso, acho que isso pode influenciar muitas pessoas a pensarem do jeito errado. Pode fazer com que as pessoas acreditem que possam resolver tudo sozinha, o que venhamos e convenhamos, é mentira.

Tudo bem que em um certo ponto da história Weston acabe indo se consultar com um psicólogo. Porem, creio que mesmo assim isso seja totalmente absurdo.

Nesse volume, alem de lidar com o truma de Weston, Mia terá que seguir com os planos de seu novo cliente: o renomado apresentador de TV dr. Drew Hoffman.

Mia precisará apresentar um quadro no programa de seu cliente, superar a indiferença que o ego das pessoas da emissora transmitem e ainda conseguir agarrar a chance de um trabalho fixo na emissora.

Será que tudo vai dar certo?

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