sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Sal - Resenha

Verdade seja dita: comprei esse livro porque ele esta em promoção e porque todos os livros que li da Intrínseca são ótimos.

Poli, isso quer dizer que você não gostou do livro?

Mais ou menos. O livro não é péssimo mas também não é bom. É um livro que eu não queria ter lido pois a escrita da autora não me agradou muito.

A Letícia trás a história da família Godoy por meio de uma linguagem poética, carregada de metáforas e palavras que não são utilizadas por nós diariamente (o que torna o vocabulário do livro um tanto quanto complexo). Contudo, apesar de certa monotonia e cansaço que senti ao ler o livro, eu curti bastante a história e os personagens.

A família Godoy chegou para morar na ilha de La Duiva muitas gerações antes e a tradição de cuidar do farol de listras brancas e vermelhas foi passada de pai para filho durante muitos anos. E é assim que Ivan foi criado por seus pais. Durante o dia ele aprendia os oficios e cuidados necessários para manter o farol funcionando e a noite escapulia pela janela de seu quarto a fim de pescar com Ernest, um funcionário negro que ajudava nos cuidados do farol, adorava ler e era odiado por Doña Alba, mãe de Ivan.

Depois de muito "perrengue" com os pais, Ivan casa-se com Cecília e tem com ela seis filhos (filho pra besteira né gente? hahahaha...): Lucas, o filho que aprenderia a cuidar do farol mas no final não ficaria na ilha, Julieta, uma mocinha portadora de paralisia cerebral que viva atormentada pela alma de sua falecida avó Doña Alba, Orfeu, o filho de alma poeta, as gêmeas Eva e Flora e Tiberius, o amante das estrelas.

A história em si começa quando Cecília decide tricotar um grande tapete que contará a história da família. Uma cor para representar se marido, uma para representá-la, uma cor para cada um de seus filhos e uma cor para o homem que balançou as estruturas da família. É a partir desse momento, a partir dessa decisão de Cecília, que começamos a descobrir o que aconteceu com a família Godoy.

O homem que chega a ilha é um professor vindo de Londres que está a procura de Flora, que havia escrito um livro que para ele era impressionante. Entretanto, ao conhecer a família da doce Flora, ele descobre o amor por Orfeu, que vive a desenhar e declamar poesias.

Bom, creio que já dá para imaginar o rebuliço que um relacionamento homossexual causou na família visto que a história se passa em tempos antigos.

O fato é que isso altera o rumo de cada membro da família, levando alguns a decisões extremas. Cecília se vê sozinha na ilha e reza para que um dia, os Godoy voltem para La Duiva.

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